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Cristiny On Line
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Ana Cristina - Kika


Agradeço do fundo do coração a tds que têm passado no Arte e deixado sempre a sua amizade.
Ofereço a vcs este simples presentinho, como prova do meu carinho e afecto.
Uma Páscoa muito feliz.

Beijos grandes
com carinho



É ser capaz de mudar,
é partilhar a vida na esperança,
é lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
É ajudar mais gente a ser gente,
é viver em constante libertação,
é crer na vida que vence a morte.
é dizer sim ao amor e à vida,
é investir na fraternidade,
é lutar por um mundo melhor,
é viver a solidariedade.
É renascimento, é recomeço,
é uma nova oportunidade para melhorarmos
as coisas que não gostamos em nós,
para sermos mais felizes
por conhecermos
a nós mesmos mais um pouquinho
e vermos que hoje ,
somos melhores do que fomos ontem.
Beijos grandes
com carinho


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… há dois dias, ao maravilhoso Teatro Armando Cortez, na Casa do Artista.
Espectáculo: As Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos.

De um modo cómico e inteligente, temos a oportunidade de assistir, de forma condensada, a toda a obra de William Shakespeare. Devo confessar que não esperava por uma noite tão divertida. Foram horas seguidas a rir até às lágrimas. Ao trio de actores em palco, uma saudação especial pelo seu brilhantismo: JOÃO CARRACEDO, MANUEL MENDES e SIMÃO RUBIM.
Com momentos de grande interactividade com o público, estamos perante um humor fresco que se recomenda, chegando mesmo ao ponto de os actores quase se esquecerem que são actores... e mais de duas horas a rir. Porque nunca é mesmo em 97 minutos... Acreditem que vale a pena!


No número 1784 do Jornal Expresso, publicado no passado dia 6 de Janeiro,
o colunista Miguel Sousa Tavares desferiu um violentíssimo ataque contra os
professores (que não queriam fazer horas de substituição), assim como
contra os médicos (que passavam atestados falsos) e contra os juízes (que, na
relação laboral, pendiam para os mais fracos e até tinham condenado o
Ministério da Educação a pagar horas extraordinárias pelas aulas de
substituição). Em qualquer país civilizado, quem é atacado tem o direito
de se defender. De modo que a professora Dalila Cabrita Mateus, sentindo-se
atingida, enviou ao Director do Expresso, uma carta aberta ao jornalista
Miguel Sousa Tavares. Contudo, como é timbre dum jornal de referência que
aprecia o contraditório, de modo a poder esclarecer devidamente os seus
leitores, o Expresso não publicou a carta enviada. Aqui vai, pois, a tal
Carta Aberta, que circula pela Net. Para que seja divulgada mais
amplamente, pois, felizmente, ainda existe em Portugal liberdade de expressão.
Carta de uma professora
«Não é a primeira vez que tenho a oportunidade de ler textos escritos pelo
jornalista Miguel Sousa Tavares. Anoto que escreve sobre tudo e mais
alguma coisa, mesmo quando depois se verifica que conhece mal os problemas que
aborda. É o caso, por exemplo, dos temas relacionados com a educação, com
as escolas e com os professores. E pensava eu que o código deontológico dos
jornalistas obrigava a realizar um trabalho prévio de pesquisa, a ouvir as
partes envolvidas, para depois escrever sobre a temática de forma séria e
isenta. O senhor jornalista e a ministra que defende não devem saber o que é ter
uma turma de
aos que estão distraídos, ao que se levanta de repente para esmurrar o
colega, aos que não passam os apontamentos escritos no quadro, ao que, de
repente, resolve sair da sala de aula. Não sabe o trabalho que dá
disciplinar uma turma. E o professor tem várias turmas. O senhor
jornalista não sabe (embora a ministra deva saber) o enorme trabalho burocrático que recai sobre os professores, a acrescer à planificação e preparação das
aulas. O senhor jornalista não sabe (embora devesse saber) o que é ensinar
obedecendo a programas baseados em doutrinas pedagógicas pimba, que têm
como denominador comum o ódio visceral à História ou à Literatura, às Ciências
ou à Filosofia, que substituíram conteúdos por competências, que transformaram
a escola em lugar de recreio, tudo certificado por um Ministério em que
impera a ignorância e a incompetência. O senhor jornalista falta à verdade quando alude ao «flagelo do absentismo dos professores, sem paralelo em nenhum outro sector de actividade, público ou privado». Tal falsidade já foi desmentida com números e por mais de uma vez. Além do que, em nenhuma outra profissão, um simples atraso de 10 minutos significa uma falta imediata. O senhor jornalista não sabe (embora a ministra tenha obrigação de saber) o que é chegar a uma turma que se não conhece, para substituir uma professora que está a ser operada e ouvir os alunos gritarem contra aquela «filha da p…» que, segundo eles, pouco ou
nada veio acrescentar ao trabalho pedagógico que vinha a ser desenvolvido.
O senhor jornalista não imagina o que é leccionar turmas em que um aluno
tem fome, outro é portador de hepatite, um terceiro chega tarde porque a mãe
não o acordou (embora receba o rendimento mínimo nacional para pôr o filho a
pé e colocá-lo na escola), um quarto é portador de uma arma branca com que
está a ameaçar os colegas. Não imagina (ou não quer imaginar) o que é leccionar
quando a miséria cresce nas famílias, pois «em casa em que não há pão,
todos ralham e ninguém tem razão». O senhor jornalista não tem sequer a
sensibilidade para se por no lugar dos professores e professoras
insultados e até agredidos, em resultado de um clima de indisciplina que cresceu com as aulas de substituição, nos moldes em que estão a ser concretizadas. O
senhor jornalista não percebe a sensação que se tem em perder tempo, fazendo uma coisa que pedagogicamente não serve para nada, a não ser para fazer crescer
a indisciplina, para cansar e dificultar cada vez mais o estudo sério do
professor. Quando, no caso da signatária, até podia continuar a ocupar
esse tempo com a investigação em áreas e temas que interessam ao país. O senhor
jornalista recria um novo conceito de justiça. Não castiga o delinquente, mas faz o justo pagar pelo pecador, neste caso o geral dos professores penalizados pela falta dum colega. Aliás, o senhor jornalista insulta os professores, todos os professores, uma casta corporativa com privilégios que ninguém conhece e que não quer trabalhar, fazendo as tais aulas de substituição. O senhor jornalista insulta, ainda,
todos os médicos acusando-os de passar atestados, em regra falsos. E tal
como o Ministério, num estranho regresso ao passado, o senhor jornalista
passa por cima da lei, neste caso o antigo Estatuto da Carreira Docente,
que mandava pagar as aulas de substituição. Aparentemente, o propósito do
jornalista Miguel Sousa Tavares não era discutir com seriedade. Era sim
(do alto da sua arrogância e prosápia) provocar os professores, os médicos e até
os juízes, três castas corporativas. Tudo com o propósito de levar a água ao
moinho da política neoliberal do governo, neste caso do Ministério da Educação.
Dalila Cabrita Mateus, professora, doutora


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